Novo aplicativo do Google Maps exibe interior de estabelecimentos

30/11/2011

Recurso é útil para usuários encontrarem rapidamente o portão de um aeroporto ou o elevador de um shopping; por enquanto, só está disponível para Android.

Perdido no shopping? Confuso no aeroporto? Não consegue encontrar o banheiro do restaurante? O novo Google Maps para Android promete ajudá-lo nessas horas.

A última versão do programa, liberada nesta terça-feira (29/11), exibe os pisos de grandes avenidas. Trata-se de um início modesto para a Google, que pretende, um dia, dispor de uma coleção de mapas internos de edifícios públicos, como hotéis, museus e bibliotecas. A ideia é que o recurso chegue às principais cidades do mundo.

O Google Maps 6.0 exibe também a posição do usuário, representado por um ponto azul, e a atualiza conforme ele vai andando.

Será possível localizar facilmente elevadores de hospitais, caixas eletrônicos de shoppings, portões de aeroportos, entre outras coisas. Nessa primeira etapa, a Google trabalhou junto com os donos de estabelecimentos para adicioná-los ao banco de dados. Em breve, porém, lançará uma ferramenta para que os próprios incluam informações e as enviem para a empresa, a partir deste endereço.

Os arquivos, segundo o diretor de produtos Steve Lee, poderão ser enviados em qualquer formato, de desenhos computadorizados a simples fotografias do local – a Google se responsabilizará por organizá-los. Naturalmente, quanto mais detalhado, melhor.

Leia mais: Google Maps começa a exibir o interior de lojas

Nos testes, a companhia não enfrentou problemas, como queda de sinal no interior dos edifícios. De qualquer forma, há uma opção para armazenar o mapa no disco do dispositivo, de modo que o recurso funcione mesmo que a conexão à Internet caia. Vale lembrar, também, que a ferramenta, a princípio, não mostrará cupons de desconto ou publicidade.

O Google Maps 6.0, por enquanto, funciona apenas em dispositivos com Android, a partir da versão 2.1. O número de estabelecimentos adicionados ao programa ainda é pequeno e se restringe a cidades americanas e japonesas. Não há previsão de quando locais brasileiros chegarão ao programa, mas, como é comum à Google, versões para iPhone e BlackBerry deverão ser lançados em breve.

Fonte: IDG Now! / Juan Carlos Perez


Google X, o laboratório secreto do Google » Arquivo

21/11/2011

De acordo com uma reportagem recente do The New York Times, o Google mantém um laboratório secreto em suas instalações. A publicação revela, ainda, que o co-fundador Sergey Brin seria o responsável por liderar uma pequena equipe no desenvolvimento de protótipos futurísticos, um ambiente praticamente desconhecido da maioria dos funcionários da empresa.

“O laboratório fica em um local não revelado, onde robôs podem andar livre e o futuro pode ser imaginado. É um lugar onde a sua geladeira pode ser conectada à Internet, alertando quando os mantimentos chegam a um nível baixo. Seu prato pode postar automaticamente [nas redes sociais] uma foto do que você está comendo. O robô pode ir para o escritório enquanto você fica em casa de pijama. E, talvez, um elevador para o universo”, descreve, com extrema imaginação, o jornal americano.

Conhecido como Google X – não confundir com a antiga página focada nos usuários de Mac (página espelho do blog Google Discovery) -, o laboratório é uma espécie de caixa mágica onde produtos são inventados e testados. Atualmente, mais de 100 projetos estão em andamento e muitos deles direcionados a resolver problemas com o uso da tecnologia.

Dois destes projetos, porém, já são conhecidos público. Estamos falando da tecnologia de direção autônoma para carros, que foi citada em um artigo anterior aqui no TechTudo, e o Android @ Home, uma iniciativa lançada no Google I/O 2011 que dá, ao sistema operacional móvel, a possibilidade de descobrir, conectar e se comunicar com os aparelhos e dispositivos em uma residência.

As outras criações, segundo fontes do NYT, estariam praticamente em estágio conceitual, longe de qualquer realidade. No entanto, há uma esperança de que Brin poderia vir a aprovar o lançamento de um novo produto até o final do ano, algo cujo os detalhes se mantém em completo segredo.

Enquanto muitas das empresas tentam manter seu foco em seus próprios negócios, o Google tem uma atração por tentar criar novos mercados, segmentos onde as empresas dificilmente colocariam investimentos sem uma boa garantia de retorno. A ideia, se comparado, apresenta grandes similaridades com a Xerox PARC, que nos anos 70 desenvolveu o primeiro computador pessoal (laboratório que mais tarde receberia a ilustre visita de Steve Jobs).

No caso do Google, a robótica parece ser o grande desafio de Mountain View. “Frotas de robôs poderiam ajudar o Google a recolher informações, substituindo os seres humanos que, hoje, registram fotos para o Google Maps. Os robôs nascidos no laboratório poderiam ser destinados às casas e escritórios, onde poderiam ajudar com tarefas mundanas ou permitir que as pessoas trabalhem remotamente”.

Outro foco da empresa está em conectar tudo à web, principalmente objetos e equipamentos. Entre as ideias, estão um regador de jardim que possa funcionar de qualquer lugar, um moedor de café com chave remota e até mesmo uma lâmpada de luz que possa ser ligada ou desligada com um clique do mouse ou um toque na tela de um equipamento com Android.

Para compor a equipe, a gigante de Mountain View contratou diversos funcionários da Microsoft, Nokia Labs, Stanford, M.I.T., Carnegie Mellon e New York University. O grande destaque fica por conta de Johnny Chung Lee, um dos desenvolvedores do Kinect, a tecnolologia de grande sucesso da empresa de Steve Ballmer.

“Atualmente, passo a maior parte do meu tempo com projetos futuros, pois esperamos que estes venham a ser promovidos e ganhem um importantes espaço dentro da empresa no futuro”, disse Brin numa entrevista recentemente, sem mencionar o Google X.

No livro In The Plex, uma citação de Larry Page mostra a visão do CEO sobre a tentativa da empresa em levar a tecnologia para segmentos diferentes. “Eu simplesmente sinto que as pessoas não estão trabalhando o suficiente em coisas impactantes. As pessoas estão realmente com medo do fracasso e, por isso, é difícil para elas fazerem coisas ambiciosas. E elas também não percebem o poder das soluções tecnológicas para as coisas, especialmente computadores “.

O porta-voz do Google Jill Hazelbaker não quis comentar sobre o laboratório, mas disse que investir em projetos especulativos tem sido parte importante do DNA do Google. “Enquanto as possibilidades são incrivelmente excitantes, por favor, tenha em mente que as somas envolvidas são muito pequenas em comparação com os investimentos que fazemos em nossos principais negócios”, esclareceu.

Fonte: TechTudo
Renê Fraga


Intel apresenta chip de 1 teraflops

17/11/2011

 
Rajeeb Hazra, gerente geral da Intel, segura o novo coprocessador de 50 núcleos

São Paulo- A Intel apresentou, pela primeira vez, um chip com mais de 50 núcleos e velocidade de processamento de um Teraflops*, o equivalente a um trilhão de cálculos por segundo.

Desenvolvido para atuar em uma nova geração de supercomputadores, ele é o primeiro produto da linha Knights Corner e foi demonstrado esta semana durante uma conferência em Seattle, nos Estados Unidos.

O chip funciona como um coprocessador,  e foi projetado para realizar as tarefas mais pesadas e complicadas da CPU de um computador.  Segundo a Intel, ele é o primeiro a suportar integração com a interface PCI Express 3.0, que permite transferência de dados duas vezes mais rápida, a 32 gigabytes por segundos.

A primeira vez que a barreira do 1 teraflop foi batida foi em 1997, quando, em parceria com o Laboratório nacional Sandia, nos EUA, a Intel criou uma máquina com 72 gabinetes utilizando 9.680 chips Intel Pentium Pro. O novo Knights Corner possui a mesma velocidade, porém em apenas um chip de 22 nanômetros.

O coprocessador será o primeiro produto comercial da linha Intel com arquitetura MIC, que funciona com um sistema operacional open source Linux. Um dos benefícios da arquitetura é rodar aplicações já existentes sem a necessidade de instalá-las em um novo ambiente de programação, especialmente porque o chip é compatível com os modelos e ferramentas dos atuais processadores x86.

Durante a palestra na conferência, apresentada por Rajeeb Hazra, gerente geral da Intel, a fabricante também apresentou a nova família de processadores Intel Xeon E5 , que será usada em vários novos supercomputadores, incluindo o de 10 Pentaflops “Stampede” , no Texas Advanced Computing Center, e a expansão de 1 Pentaflop do “Pleiades”, da Nasa.

Para 2018, as metas da Intel são ambiciosas: ela deseja multiplicar por cem a velocidade dos processadores, mas apenas dobrar o consumo de energia.  Atualmente, 85% dos 500 maiores supercomputadores do mundo  possuem processadores da Intel.

*Os FLOPS são uma medida de velocidade em computação, que consiste em operações de ponto flutuante por segundo (Floating point Operations per Second). Por isso, a sigla FLOPS sempre possui o S (que se refere a segundo, e não indica plural).

Fonte: INFO Online
Por Paula Rothman, de INFO Online


Google x Facebook: a competição esquenta

16/11/2011

Antes do Facebook e da ascensão do compartilhamento social, o SEO (Search Engine Optimization, Otimização do mecanismo de pesquisa) era rei. Para ter sucesso online, os sites tinham de ser “amigos do Google”. Empresas obcecadas por palavras-chave e nomes de páginas de busca amigáveis: obter uma boa classificação nos resultados de pesquisa era a chave para mais impressões de páginas e consequentemente mais conversões, vendas e benefícios para a empresa.
A ascensão do Facebook é mais que apenas uma mudança fundamental na maneira como usamos a Internet: é uma colisão de culturas. O Google é uma empresa que depende de uma equipe de engenheiros que operam sob a crença de que os algoritmos podem resolver tudo, mas a empresa está apreensiva para criar ou participar em qualquer coisa que coloque o poder nas mãos de outra pessoa. Os concorrentes como Facebook e Twitter veem a Web como uma entidade baseada em pessoas. Há uma guerra fervendo entre esses dois ideais, e os usuários podem ter de escolher lados.

Prosperando no ponto cego do Google
Desenvolvido na Universidade de Harvard, o Facebook criou uma versão fechada da atividade na Internet que o Google não podia ler. Em 2010, o uso da Web do Facebook cresceu 69%, tornando a Internet tradicional e indexada muito menos relevante. No ano passado, a All Things Digital informou que a participação do Facebook de tempo do usuário on-line cresceu de um em cada 13 minutos de uso nos EUA para um em cada oito.
O Facebook tomou mais de meio bilhão de horas de uso de sites como o Google. Ele não depende de pesquisa para gerar seu conteúdo, mas da sua base de usuários; a atividade do Facebook, como informações sobre o usuário, ações, gostos e assim por diante, não pode ser indexada ou arquivada.

Um novo empreendimento
A história do Google com a rede social é quadriculada, para dizer o mínimo. O Orkut, primeira rede social da empresa, foi um enorme sucesso – mas apenas no Brasil. O serviço não acumulou uma base de usuários forte internacionalmente e, finalmente, parecia que a Google havia desistido dele.
Agora, o Google+ é o empreendimento de rede social mais recente da empresa, desenvolvido para confrontar o Facebook e apagar os constrangimentos do passado. Até o momento, as opiniões têm sido amplamente positivas. No entanto, a motivação do Google para se mover na cena social é muito mais complexa que simplesmente “provar que podíamos fazê-lo”. Cada vez há menos atividade acontecendo on-line que o Google seja capaz de ver. Essa não é uma batalha pela sua atenção ou mesmo pelas suas informações pessoais. É uma guerra total sobre onde você estará lendo a Internet no futuro.
Gigantes em curso de colisão
Facebook e Google são esferas concorrentes em rota de colisão. Nos últimos dez anos, temos visto a metamorfose da Web a partir de um armário de arquivamento linear e catalogado de informações, que está sendo dividido por sites sociais fechados. Google e Facebook não veem a Web da mesma maneira, o que significa que eles apresentam visões muito diferentes da Internet. No futuro, os usuários podem ter de escolher qual experiência de Internet que querem e como querem vê-la.
As redes sociais estão evoluindo rapidamente, e os serviços do futuro poderão ter pouca semelhança com os que estamos familiarizados atualmente. Lembra-se do ICQ? IRC? Quadros de avisos? E quem pode dizer o que acontecerá na evolução da rede? Uma nova tecnologia ou processo poder chegar e virar tudo de cabeça para baixo novamente, deixando os especialistas perplexos e transformando sites anteriormente populares em cemitérios. E inaugurando uma era completamente nova.

Fonte: HP


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