TAG Heuer comemora os seus 150 anos, lançando um novo relógio acompanhado de um celular.

21/05/2010

A TAG Heuer comemora em 2010 os seus 150 anos, e entre os lançamentos alusivos está um “Coffret” especial com rotor de movimento, que une um Grand Carrera Calibre 17 RS Chronograph a um telefone celular TAG Heuer Meridiist.
Apenas 150 “coffrets” serão disponibilizados, para os quais a TAG Heuer propõe uma versão única do Grand Carrera numa base negra com detalhes em vermelho, dando origem a um contraste que destaca a vertente esportiva deste modelo. O coffret é por si só um elemento associado de elevada qualidade técnica e estética, que contribui não só para a exclusividade do conjunto, como ainda garante através do rotor de movimento o funcionamento permanente do Calibre 17, com certificado COSC, e a carga do telefone celular Meridiist.

Características técnicas
Referência: TH1M21A05LW01
Grand Carrera Calibre 17 RS Chronograph
Movimento: Cronógrafo mecânico automático Calibre 17 com certificado COSC
Funções: Horas, minutos, pequenos segundos RS (Rotating System) às 3 h e os minutos do cronógrafo RS às 9 h e data.
Caixa Ø 43 mm: Titânio preto com vidro e fundo em safira com tratamento antirreflexo, estanque até 100 metros.
Pulseira: Couro de jacaré com fecho dobrável em titânio preto.

Telefone celular Meridiist
Dimensões de 112 mm x 46 mm x 15,5 mm, peso 155 g, em aço inoxidável 316L com acabamento escovado e polido; botão multifunção personalizado com logotipo TAG Heuer; cristal de safira de 60,5 ct em dois mostradores; autonomia de 28 dias em standby, 7 horas de conversação.
Câmera digital de 2 megapixels, formatos suportados: JPEG, GIF, BMP; Audio Music playback (MP3, AAC, AAC); vídeo: gravação e playback; memória interna de 2GB; dispositivo USB 1.0; tela principal LCD, 240 x 320 pixels; tela superior OLED, 96 x 16 pixels, bateria de longa duração: Li-lon 950mAh.
Lista telefônica: até 1000 contatos (entradas múltiplas, Lotus Notes e sincronização Outlook); SMS e MMS; navegador WAP 2.0; sincronização com PC: contatos, mensagens, multimídia; relógio; alarme; agenda; calendário; conversor de moeda; cronógrafo; calculadora, gravador de voz; Bluetooth.

Fonte: Relógios & Relógios


Telefonia celular tem baixa qualidade e preço alto, diz ministério

19/05/2010

O coordenador jurídico do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, Amaury Martins Oliva, afirmou nesta terça-feira (18), em audiência na Câmara, que, levando em consideração a qualidade do serviço de telefonia celular no Brasil, o consumidor brasileiro paga caro por um produto ruim.
Este ponto é, em parte, sustentado por pesquisa da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que apontou o Brasil como o país que cobra a quarta tarifa de celular mais cara do mundo.
No entanto, representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e das operadoras de telefonia afirmaram que os preços do mercado são inferiores aos da pesquisa. O assunto foi discutido hoje em audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor.

Dados divergentes
Segundo o gerente-geral de Comunicações Terrestres da Superintendência de Serviços Privados da Anatel, Nelson Mitsuo, e o diretor da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), Eduardo Levy, a pesquisa foi baseada no valor dos planos básicos das operadoras, sem levar em consideração as promoções.
Segundo Levy, o valor do minuto efetivamente cobrado do consumidor é 30% menor do que o preço apontado pela UIT. Mitsuo ressaltou o serviço de telefonia pré-pago, que não foi tratado pela pesquisa da UIT. “O pré-pago é um telefone público de bolso, em que a pessoa pode fazer chamadas a cobrar ou pagar até cinco centavos pela ligação”, afirmou.
Eduardo Levy disse ainda que as operadoras brasileiras registram lucros menores do que a média mundial e criticou a carga tributária imposta ao setor, que, segundo ele, elevam as tarifas cobradas. “A telefonia paga mais impostos do que cigarros e perfumes. A cada R$ 100 de serviços prestados, R$ 40 são impostos”, criticou.
O deputado Dimas Ramalho (PPS-SP) ironizou o quadro negativo apresentado pelo diretor da Telebrasil. “Se os preços efetivos são menores do que o da pesquisa, a carga tributária é alta e a margem de lucro é pequena, então quer dizer que a telefonia é um péssimo negócio?”, disse o parlamentar.

Ranking de reclamações
Para Amaury Martins de Oliva, o preço cobrado pelas operadoras deve ser avaliado em relação à qualidade do serviço prestado. Ele lembrou que as operadoras de telefonia celular estão no ranking das reclamações aos órgãos de defesa do consumidor.
“De uma forma geral, o serviço é caro e há uma quebra da expectativa do consumidor em relação ao serviço prometido pela operadora e aquele prestado”, criticou Amaury. Segundo ele, das dez empresas que estão no topo das reclamações aos órgãos de defesa do consumidor, quatro são operadoras de telefonia celular.
O diretor da Telebrasil afirmou que o número de reclamações é pequeno em relação ao número total de consumidores das operadoras, que é de 238 milhões, e enfatizou que as operadoras têm se esforçado para atender melhor os clientes. “Os números absolutos de reclamações são altos; analisados em proporção, esse número cai”, disse Levy.
O representante do DPDC, no entanto, disse que o órgão já comparou o número de reclamações das operadoras de celular e de empresas financeiras, como as operadoras de cartões de crédito, que tem número de clientes semelhantes. “O setor de telecomunicações é 85% mais reclamado do que o de finanças, que também tem uma quantidade enorme de consumidores. Com essas duas grandezas é possível comparar a qualidade da prestação dos serviços”, disse Amaury.

Da Agência Câmara
Fonte: UOL Tecnologia


Android 2.2 é 450% mais rápido?

12/05/2010

O site especializado AndroidPolice teve acesso à nova versão do Android, a 2.2, já batizada de Froyo (diminutivo de Frozen Yogurt, seguindo a linha de nomes e comidas do sistema operacional). E em testes rápidos, alguns valores foram 450% mais rápidos (!!!) que a versão 2.1.

A comparação dos rapazes partiu de um teste simples: eles utilizaram o aplicativo de benchmarks de Android, o Linpack, que mede o número de operações de ponto flutuante por segundo, mais conhecidos como FLOPS. Segundo o site, o HTC Hero já cheio de aplicativos atingiu 2 MFLOPS, enquanto o Nexus One ficava entre 6.5 e 7 MFLOPS. Já o Nexus One com a versão 2.2… Atingiu impressionantes 37.5 MFLOPS, ou cerca de 450% a mais que a versão 2.1.

Tela do HTC Hero: poucos MFLOPS

Ou seja, já que o Linpack e um aplicativo feito exatamente para comparar telefones, parece que a próxima versão do Android terá melhorias gritantes, possivelmente com uso máximo do processador de 1 GHz do Nexus One, Desire etc. Vale dizer que a diferença de velocidade da versão 2.0 para a 2.1 foi muito sensível para vários usuários do Milestone no Brasil. O jeito é esperar, mas possivelmente não muito, já que os rumores indicam que o Google deve liberar a versão em 19 de maio.

Via: Gadgets INFO


Site mostra outro iPhone supostamente perdido pela Apple

12/05/2010

Protótipo do iPhone foi apresentado por site vietnamita Foto: Divulgação

Protótipo do iPhone 4G foi apresentado por site vietnamita
Foto: Divulgação

Mais um protótipo do iPhone 4 foi apresentado ao mundo antes da hora. A Apple aparentemente perdeu outro aparelho, que acabou sendo divulgado em um site vietnamita nesta quarta-feira. Mesmo depois de todos os problemas decorridos do episódio com o Gizmodo, a empresa californiana parece ter conseguido deixar escapar mais um.

No mês passado, o site Gizmodo apresentou um protótipo do iPhone 4, que fora encontrado em um bar, supostamente perdido por um engenheiro de Jobs. Nesta quarta site vietnamita Taoviet apresenta várias fotos deste segundo protótipo perdido.

O site Mashable destaca a grande similaridade entre os dois protótipos encontrados, considerando que este segundo também pode ser real, embora atente para a possibilidade de que o aparelho divulgado pelos vietnamintas seja falso. O Mashable também aponta que o susposto iPhone parece ter suporte para um microprocessador A4 da Apple, similar ao encontrado no iPad.

Agora cabe ver que tipo de providências a Apple vai tomar contra os vietnamitas, já que agir no país asiático não será como agir contra um site americano.

Às 12h desta quarta-feira o site vietnamita estava fora do ar.

O Mashable dispobilibiliza um vídeo, supostamente de um vietnamita mostrando o protótipo. Veja o vídeo em http://bit.ly/c0GIsU.

(com informações da Geek)

Via: Terra Tecnologia


Exclusivo: FlipOut é nova aposta em Android barato para jovens

10/05/2010

FlipOut está quase pronto para o lançamento mundial Foto: Reprodução/Gizmodo

FlipOut está quase pronto para o lançamento mundial
Foto: Reprodução/Gizmodo

Uma fonte confiável nos revelou mais um Android nos fornos da Motorola, quase pronto para o lançamento mundial/brasileiro. O aparelho se chama FlipOut (condinome Ruth), tem sistema operacional Android 2.1, nova edição do Motoblur, formato compacto com teclado físico e preço menor que o do Quench.

O FlipOut chegará às lojas provavelmente já na segunda quinzena de junho. A Motorola no Brasil ainda está fechando o preço com as operadoras, mas como a ideia é que este seja o Android mais barato do mercado, nossa fonte nos revelou que a fabricante estima que ele seja vendido por R$ 699, desbloqueado, no pré-pago. Nada mal.

Mais do que qualquer outro aparelho da companhia, o FlipOut terá o famoso "foco em redes sociais". Isso significa, além de algumas opções de cor, que o Motoblur – que virá na versão 1.5 – poderá ser customizado: dá para mexer no tamanho das janelas dos widgets e escolher quais redes terão os updates aparecendo. Esperamos também que o recurso, que é legal especialmente na integração dos contatos com as redes, consuma menos bateria.

O novo Android da Motorola também terá aplicativos e câmera de 3.1 MP desenvolvidos em parceria com a Kodak. Isso parece bom e talvez compense a resolução menor do que o normal, talvez uma concessão para diminuir o preço do aparelho. Não temos informações precisas sobre conectividade, mas acho impossível imaginar um aparelho desses sem 3G: o Wi-Fi é o básico.

Lembro que falei com alguma empolgação sobre o MotoCubo vários meses atrás. A falta de planos de dados mais baratos por parte das operadoras (ou Wi-Fi no aparelho) deve ter limitado o sucesso do bichinho, que tinha potencial. Mas a ideia de um celular mais capaz de dialogar com redes sociais, com um formato e preço para jovens parece um tiro bastante certeiro.

A Microsoft inaugurou a nova geração de dumbphones inteligentes com a família Kin, e tenta desbravar um mercado que certamente irá crescer bastante nos próximos anos. A Motorola, oficialmente a mais comprometida com a plataforma Android entre as fabricantes de celulares, viu logo o potencial desse público-alvo, especialmente nos países em desenvolvimento como o Brasil e China. Estamos ansiosos pelo FlipOut. Assim que tivermos mais informações compartilhamos com você.

Fonte: Terra/Gizmodo


Considerada uma das maiores pragas da internet, vírus "I Love You" completa dez anos

05/05/2010

Reuters
Usuário lê código de programa anexo ao vírus "I Love You"; praga infectou vários países

  • AFP

    O estudante filipino Onel de Guzman criou o "I Love You" para um trabalho de faculdade

*atualizado às 20:30

Neste mesmo dia 4 de maio, há dez anos, circulava pela internet uma das pragas mais devastadoras de que se tem notícia: o vírus “I Love You”. O malware vinha por e-mail com um arquivo anexo chamado “Love-letter-for-you” que, após execução, enviava automaticamente a mensagem para todos os endereços cadastrados da pessoa.

O problema é que ele não só retransmitia para os endereços dos internautas. “O Love bug sobrescrevia alguns arquivos e infectava outros. Todas as vezes que uma pessoa tentava abrir um arquivo no formato MP3, por exemplo, o vírus era executado”, disse Craig Schumugar, pesquisador de ameaças do McAfee Labs para o UOL Tecnologia.

Ao todo estima-se que o vírus – desenvolvido em Visual Basic Script – foi enviado para mais de 84 milhões de usuários em todo mundo e causou prejuízo de mais de US$ 8,7 bilhões. Na ocasião várias empresas e instituições, como o Pentágono e a CIA, tiveram os sistemas de e-mail travados, em função do tráfego gerado pelo envio em massa de mensagens. A praga só infectou máquinas com sistema operacional Windows.

Segundo Craig, um dos maiores motivos da alta proliferação do vírus foi por se tratar de uma ação de engenharia social – quando alguém usa uma informação falsa para ter acesso a informações importantes. No caso do “I Love You”, que a pessoa ao ver que alguém conhecido tinha mandado a mensagem, clicasse no arquivo anexo.

O pesquisador ainda apontou a fragilidade dos programas utilizados na época como causa da multiplicação da praga. “Não havia proteção suficiente nos sistemas operacionais – Windows 95 e Windows 98 – e os programas de e-mail ainda não bloqueavam esse tipo de falha.”

O vírus foi criado por um universitário filipino chamado Onel de Guzman, que tinha feito o script malicioso para um trabalho da faculdade que fora rejeitado. Guzman, então, decidiu soltar a mensagem com vírus no dia 4 de maio, um dia antes de sua formatura.

Devido à falta de legislação que envolvesse crimes digitais, o estudante filipino foi absolvido, pois o Departamento de Justiça do país não encontrou provas.

GUILHERME TAGIAROLI | Do UOL Tecnologia
Fonte: UOL Tecnologia


Que tal sua própria voz no Ovi Mapas?

05/05/2010

Novo recurso de personalização

Novo recurso de personalização

Pois é, agora é possível ter sua própria voz no aplicativo Ovi Mapas. A Nokia lançou hoje um aplicativo que permite personalizar todos os 53 comandos presentes no Ovi Mapas.

O aplicativo chama-se Own Voice for Ovi Maps e pode ser baixado através da Ovi Store. Já no site Own Voice é possível obter mais informações sobre o aplicativo, como por exemplo, compatibilidade e um manual de como proceder para personalizar as vozes.

O funcionamento é bem simples. Basta baixar o aplicativo e instalar no celular. Depois é só seguir as orientações e ir gravando os comandos um a um. A única parte que não vejo muito sentido é ter que, após gravar todos os comandos, fazer um upload do pacote de voz criado para depois baixá-lo novamente.

Bom, após baixar este pacote, basta abrir o Ovi Mapas, abrir a opção de pacotes de vozes e selecionar o seu personalizado.

A Garmin também tem um aplicativo nesta linha onde também é possível personalizar os comandos do aplicativo de navegação veicular, pena que este não é compatível com o Garmin Mobile XT.

Fonte: NPossibilidades


HTC lança novo Android exclusivo nos Estados Unidos

04/05/2010

A HTC anunciou hoje o lançamento, nos Estados Unidos, do smartphone myTouch 3G Slide, em parceria com a operadora T-Mobile. O aparelho conta com teclado QWERTY deslizante e roda a versão mais recente do sistema operacional Android, do Google, a 2.1.

Novidade chega às lojas em junho; preço não foi informado

O myTouch3G Slide vem com uma tela sensível ao toque de 3,4 polegadas, câmera de 5 megapixels, cartão de memória de 8 GB, Wi-Fi e 3G, sendo vendido em três cores: preto, branco ou vermelho. O Android 2.1 permite usar até sete telas iniciais e dá acesso aos aplicativos do Google e do Android Market.

O smartphone chega às lojas em junho. Segundo a T-Mobile, o software do myTouch3G Slide vem com novos recursos exclusivos da operadora, como uma nova galeria de favoritos interativa, modos de uso dependendo da situação (casa/trabalho/local), um botão Genius que reconhece a voz e pode ser usado para chamadas e mensagens, além de ler SMS e e-mails. O preço do aparelho não foi informado.

Fonte: Zumo Notícias

Via: Terra – Celular & Wireless


iPhone perdido mostra o lado encrenqueiro da Apple

04/05/2010

Os jornalistas estão se preparando para o próximo grande evento da Apple, a Worldwide Developer’s Conference, em junho, na qual é bastante provável que lhes seja exibida a próxima geração do iPhone. Mas talvez as filas sejam menores do que costumam, e não apenas porque acabamos de ver o novo modelo por dentro, quando um blog exibiu fotos de um protótipo duas semanas atrás. Também tivemos um feio vislumbre de como a companhia opera.

Protótipo foi encontrado em um bar, e exposto no blog Gizmodo

Protótipo foi encontrado em um bar, e exposto no blog Gizmodo

Depois que o Gizmodo, o blog de engenhocas eletrônicas controlado pela Gawker Media, pagou US$ 5 mil para obter um iPhone de próxima geração que um desafortunado engenheiro da Apple esqueceu em um bar do Vale do Silício, as coisas começaram a ficar feias na terra das engenhocas.

Agentes do xerife do condado de San Mateo, na Califórnia, invadiram o escritório caseiro de um jornalista e confiscaram computadores. A Apple não conduziu a invasão, mas aparentemente apresentou uma queixa ¿ e não solicitando a devolução do aparelho, que voltou às mãos da empresa, mas sim informações.

De acordo com reportagem da revista online Wired, em determinado momento pessoas que se identificaram como representantes da Apple visitaram a casa do homem que aparentemente estava tentando vender o celular, pedindo para revistar o local.

Talvez a lei esteja do lado da Apple e da equipe de combate rápido a crimes de computação, a agência policial californiana que cumpriu o mandado de busca. (A Apple conta com um representante no conselho de supervisão da agência.)

Talvez o Gizmodo tenha participado de um crime de roubo ao pagar US$ 5 mil pelo aparelho e publicar fotos e vídeos mostrando seu interior.

Talvez Jason Chen, o responsável pelo blog Gizmodo que perdeu quatro computadores e dois servidores quando a política revistou seu escritório na semana passada, não conte com a proteção da lei estadual californiana cujo objetivo é impedir que autoridades apreendam o equipamento de trabalho de um jornalista sem mandado específico (o assunto está sendo debatido, e por isso a polícia e os promotores do condado adiaram qualquer investigação do conteúdo das máquinas).

Mas é um número exagerado de suposições, e não importa de que modo os aspectos legais do assunto sejam resolvidos, a impressão que o incidente causa é péssima para a Apple. Qualquer pessoa dotada de um kilobyte de bom senso poderia ter dito a Steve Jobs que os cinco minutos de satisfação propiciados pela apresentação da queixa contra um jornalista seriam seguidos por muito sofrimento.

Os executivos da Apple muitas vezes se comportam como se o controle e custódia definitivos das informações estivesse em suas mãos, e a companhia se esforça ao máximo para proteger seus interesses. Mas apesar de todas as suas espetaculares realizações, a Apple vem exibindo notável surdez quanto ao episódio em questão. Porque a Apple está se tornando uma empresa de mídia e não só de tecnologia, a agressividade ao estilo Vale do Silício que ela costuma exibir está se voltando contra as suas ambições mais amplas.

Para o iPad, a Apple está ansiosa por formar parcerias com fornecedores de conteúdo, mas essa é mais uma área na qual suas decisões parecem provenientes de caprichos e pirraças. A edição de trajes de banho da revista Sports Illustrated? Você pode instalar um aplicativo para isso em seu iPhone. Mas o Dirty Fingers, um aplicativo mostrando uma moça escassamente vestida que limpa a tela do aparelho? Proibido.

Um guia e lista telefônica para os estabelecimentos e organizações da comunidade gay de Nova York e as caricaturas de figuras públicas produzidas por um cineasta conservador também foram rejeitados. E o aplicativo de Michael Wolff, especialista em conquistar a atenção da mídia e desafeto de Jobs? Vetado.

O aplicativo para cartunistas que estavam se divertindo com a história de Tiger Woods foi bloqueado, mas um programa semelhante para desenhos que mostram o presidente dos Estados Unidos pode funcionar. E o aplicativo de cartuns políticos de Mark Fiore havia sido rejeitado mas terminou subitamente aprovado depois que o desenhista ganhou um prêmio Pulitzer.

Vocês estão percebendo o padrão? Eu tampouco. Como consumidor e admirador da inventividade crônica da Apple, tudo isso incomoda.

O iPad, um aparelho lindo para o consumo de conteúdo, se tornou uma espécie de símbolo do hermético reino da Apple. Completamente selado, ele não tem quaisquer portas para inserção de conteúdo e só funciona com conteúdo que precisa ser comprado via Apple.

Ele também permite acesso generalizado à web, desde que o site não use o software Adobe Flash, que Jobs considera deficiente. A ranzinzice quanto ao Flash traz de novo à baila a questão do controle, de desejar domínio sobre todos os aspectos da experiência do consumidor.

Em termos mais amplos, o comportamento exibido pela Apple e suas escolhas quanto ao caso Gizmodo ameaça interromper o idílio entre a empresa e uma imprensa que a idolatra, e que sempre respeitou os esforços frenéticos de preservação de sigilo e contemplou com reverência aquilo que a companhia costumava revelar.

O apego da mídia à Apple sempre foi um caso de amor não correspondido. A companhia não tem relacionamento estreito com muitos jornalistas, e costuma responder a qualquer consulta com um "sem comentário". Ela já abriu, sem sucesso, processos contra blogs que acreditava terem violado seus segredos, e importantes organizações noticiosas como a Wired foram excluídas dos eventos da empresa devido a cobertura considerada como desrespeitosa.

A batida contra o escritório de Chen só agrava as tensões.

"Quando cheguei em casa, encontrei a porta da garagem semiaberta", ele disse em carta postada no Gizmodo. "Quando tentei entrar, agentes policiais saíram e disseram ter um mandado de busca para minha casa e veículos e propriedades ‘em meu controle’. Depois, fizeram com que eu colocasse as mãos por trás da cabeça para garantir que eu não tinha armas ou objetos pontiagudos em minha posse".

A Apple tem um admirável histórico de inovação e desempenho no mercado, mas dessa vez a companhia e Jobs estão atraindo atenção pelo motivo errado.

Todo mundo sabe que ele manda. Mas ao usar a força da lei em defesa de seus interesses empresariais, Jobs pode nos levar a pensar de outro modo sobre o crescente domínio cultural da Apple.

Tradução: Paulo Migliacci ME
Por: David Carr

Terra – Eletrônicos


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